Arquivos mensais: março 2026

Raspberry Pi um computador por 35 dólares

Um computador do tamanho de um cartão de crédito que faz quase tudo que o seu PC por apenas 35 dólares!

A Raspberry  Pi é um computador do tamanho de um cartão de crédito que se conecta em uma TV e num teclado e esta Placa-mãe foi desenvolvida no Reino Unido pela Pi Raspberry Foundation. É um PC que pode ser usado para muitas das coisas que o seu PC desktop faz, como planilhas, processamento de texto e jogos. Ela também permite reproduzir vídeos de alta definição.

O projeto é baseado em torno do SoC Broadcom BCM2835, que inclui um processador ARM1176JZF-S 700 MHz, GPU VideoCore IV e 512 megabytes de memória RAM. Nesta versão 2.0 a placa possui dois furos de montagem para fácil instalação, um circuito de reset, e pode ser alimentada através das portas de dados USB. O projeto não inclui um built-in disco rígido ou unidade de estado sólido( solid-state drive), entretanto possui um cartão SD para a inicialização e armazenamento de longo prazo.

A Raspberry Pi usa sistemas operacionais baseados no Linux Kernel,  Debian GNU / Linux, sendo que Iceweasel, Calligra Suite e Python estão previstas para ser empacotados também. A Pi Raspberry não vem com um relógio em tempo real, de modo que um sistema operacional deve usar um servidor de horário de rede, ou pedir ao usuário informações de tempo em tempo de inicialização para ter acesso a tempo e informação de data para o tempo de arquivo e impressão da data. No entanto, um relógio de tempo real (por exemplo, o DS1307) com bateria de reserva podem ser facilmente adicionados através da interface I2C.

Veja mais detalhes no video a seguir:

http://youtu.be/r456d0imYPE

 

Fonte: mcmelectronics

 

ECM+GED+Gestão por Processos= O primeiro passo para integrar as informações com o conhecimento da sua empresa

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Atualmente é cada vez mais claro para a criação e permanente manutenção de um diferencial estratégico para as empresas é o mapeamento das informações essências para o negócio e o relacionamento delas com a chamada  Gestão  por Competências, evidenciando a importância da  Gestão de Conhecimento (GC)  nas organizações. Desta forma, Criar, Integrar e Disseminar conhecimento torna-se um processo que aumenta as possibilidades de adquirir vantagem competitiva.

Tecnologias da Informação (TI) como softwares ERP, Workflow, Gerenciadores de Banco de Dados, tem suportado este processo. Neste contexto surge o  ECM/GED (Enterprise Content Management/Gerenciamento Eletrônico de Documentos), que integra as várias funcionalidades da informação no processo de GC. Assim, nossos conteúdos e capacitações pretendem mostrar como a TI oferece oportunidades e suporta a GC, através de iniciativas de GED, ECM relacionadas com Gestão por Processos. 

Os mapeamentos de processos críticos (aqueles que compõem o  core business das empresas baseadas no conhecimento) mostram que o ECM/GED apoia a GC uma vez que atua diretamente no processo de Criação, Integração e Disseminação e proporciona oportunidades para melhor desempenho deste processo. Contudo observa-se que para se iniciar a GC de forma efetiva é necessária a identificação e categorização das informações e dos documentos relacionados, fato que, se observa na prática de muitas empresas, ainda se encontra num estágio inicial de maturidade, sendo desenvolvida de uma forma intuitiva pelos colaboradores. 

Observa-se que ao longo de um processo de negócios, muitas informações são produzidas ou precisam ser consultadas. Em um processo de vendas, por exemplo, é preciso trabalhar com as propostas colocadas, cotações de fornecedores concorrentes, pedidos de vendas relacionados, notas fiscais e, eventualmente, controle de projetos em andamento para determinado cliente e até manuais de procedimentos. Muitas dessas informações - as estruturadas - podem residir em bancos de dados. Todavia, grande parte dessas informações, no entanto, não são estruturadas - documentos eletrônicos, documentos em papel, e-mails - exigindo outros tipos de sistemas para serem adequadamente gerenciadas - sistemas de ECM/GED (Enterprise Content Management / Gerenciamento Eletrônico de Documentos).

ECM/GED é o conjunto de tecnologias destinadas a capturar, armazenar, gerenciar, preservar e publicar conteúdos digitais de qualquer natureza. Estes conteúdos podem ser documentos, imagens, páginas web, relatórios, áudio e vídeo, entre outros.

Com a metodologia sugerida pelo  Curso PMIP -  Project Management Information  Professional  todas essas informações podem ser convertidas para o meio digital de forma organizada de acordo com os processos. Desta maneira, abre-se um universo de novas possibilidades. Documentos em papel, antes difíceis de serem recuperados, podem ser digitalizados e ficar disponíveis através da Web. Documentos já em formato digital, mesmo de formatos diferentes, podem ser pesquisados e recuperados a partir de qualquer palavra de seu conteúdo. O resultado é o aumento da produtividade e a eficiência da organização em um primeiro momento e a possibilidade de relacionamento imediato com os perfis de cargos, criando-se assim meios para o mapeamento das competências estratégicas em bases de conhecimento, facilitando desta maneira a realimentação dos sistemas informacionais e garantindo a segurança e confiabilidade.

 

Como obter sucesso em Apresentações de Vendas – Oitava parte

 

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Dando continuidade ao nosso postanterior - Como obter sucesso em Apresentações de Vendas - Sétima parte - vamos nos focar agora sobre os Benefícios oferecidos.

Embora em vendas técnicas os benefícios possam parecer evidentes, dado que estão quase sempre baseados em argumentos lógicos é muito importante saber o momento exato da transição para a venda de benefícios. Se alguém da plateia pergunta "como você imagina que poderemos alcançar isso?" Então você tem a melhor oportunidade possível. Eles estão alinhados com as suas proposições e você pode agora dizer-lhes o porquê e como isso é conseguido e perguntar se o cenário e o projeto proposto é exatamente o que estão esperando.

Há situações em que os benefícios se dão em face de um suposto risco que o público ou a empresa do cliente ainda não tinha percebido, ou se tinha não sabia de sua magnitude. Nestes casos é importante mostrar uma evidência ou relatar uma suposta situação para que todos tenham consciência do possível fato e nestes cenários a transição para os benefícios pode ser feita usando-se frases como, por exemplo:"A situação que acabamos de perceber justifica o enorme empenho da nossa organização ao planejar as ações que vou apresentar agora...........".

Nem sempre o melhor vendedor é o melhor orador, mas quase sempre quem sabe fazer as perguntas certas, na hora certa, e realmente saiba ouvir as respostas, poderá propor situações que levem a acordos fantásticos e assim fechar vendas que darão a sustentabilidade duradoura que todo negócio almeja.

Promova "encontros de satisfação" para atender as necessidades de seu prospect

Técnica de Venda por Benefício (AVB ->(Atributo - Vantagem -  Benefício))

O profissional de Vendas relaciona os Benefícios da oferta com as necessidades do Comprador, usando como base de apoio os Atributos e as Vantagens do produto e/ou serviço que quer vender.

O Atributo de um produto / serviço são suas características mais tangíveis.

A descrição dos atributos de um produto responde a pergunta: "O que ele é?"

Exemplos:

Atributos de cor, tamanho, sabor, qualidade, condições de entrega, preço, ingredientes, embalagem, cheiro, serviço, etc.

A Vantagem de um produto é qualquer característica de desempenho do produto e/ou serviço, principalmente em relação a concorrência / mercado em geral, sendo que estas determinadas características mostram como pode ser usado e como poderá ajudar o Comprador.

Exemplos:

É o sabão em pó mais vendido no mercado!

Nosso computador permite o armazenamento de maior volume de informações e a recuperação mais rápida dessas informações.

Esta copiadora permite copias de ambos os lados de uma folha e não somente um lado só!

Os Benefícios de um produto/serviço é o ganho ou ganhos ( Valores tangíveis e intangíveis ) que o comprador vai obter com a sua posse e/ou uso. Responde a pergunta:

O que eu ganho com isso?

Exemplos:

Anel de Brilhante -> imagem de sucesso, investimento ou para agradar um ente querido

Registro Fotográfico -> lembrança de lugares, amigos e família

Óleo de Motor STP -> proteção do motor, investimento no carro, na segurança e na tranquilidade

Entradas de Cinema -> lazer, fuga da realidade, busca de cultura, relax.

Concluindo, Exemplo:

O Vendedor de aspirador de Pó, falando para o Cliente: "O motor de alta velocidade ( atributo ) deste aspirador funciona duas vezes mais rápido ( vantagem ), com menos esforço ( vantagem ), poupando 15 a 30 minutos de tempo de trabalho ( benefício ) e evitando as dores decorrentes do esforço de empurrar um aparelho pesado ( benefício ).

Notar que os Benefícios são afirmações específicas, e não generalizações, daí a idéia de ROI   ( Retorno sobre investimento ) sempre estar relacionada do Benefícios que se tornam evidentes para o comprador.

Em uma apresentação de vendas é importante destacar os Benefícios em uma determinada ordem alinhada com os Atributos e Vantagens. Embora seja preferível falar primeiro sobre os Benefícios, nem sempre será necessários discutir as três partes da fórmula AVB nesta determinada ordem, conforme exemplos:

Vendedor de aparelho de ar condicionado para o cliente: " Este condicionador de ar é altamente eficiente em termos de energia ( atributo ), gerando uma economia de 10% nos custos de energia porque você gasta menos eletricidade (vantagem )"

Vendedor de artigos esportivos para o Cliente: "Com esta bola, você dará tacadas de 9 a 18 metros mais longas (vantagem), reduzindo o número necessário de tacadas (benefício), em virtude de seu novo núcleo sólido (atributo)".

Para vendedores iniciantes é importante manter uma apresentação que foque:

"O/A  ........(atributo)...........significa que você......(vantagem)......sendo que o verdadeiro benefício para você é ......(benefício).............

 

Caso você desejar aprimorar suas técnicas de apresentação ou a sua oratória de uma forma geral temos dois conteúdos que poderão de ajudar:

Oratória: A arte de falar bem e fazer apresentações em público

Curso Tecnicas de Apresentação para Executivos

O Alienista

 

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A história se passa no século xlx(19), retrata a burguesia hipócrita da época. O autor se vale do personagem magnífico Dr. Simão Bacamarte (O Alienista) que casou-se com D.Evarista, que não tinha nenhum atributo de beleza, mas tinha todas as chances de dar ao Dr. Simão, filhos robustos e inteligentes. No entanto isso não ocorre, mesmo depois de dietas e ações médicas realizadas por Dr.Simão os filhos não chegaram. Ele então se dedicou ao estudo da medicina e dentro dela se interessou pela neurologia, estudando assim a sanidade e a loucura humana.

Foi então que pediu licença ao governo de Itaguaí para construir uma residência onde os loucos da cidade se instalariam e seriam tratados, favorecendo também o estudo sobre os limites entre a razão e a loucura. D.Evarista tentou desiludi-lo inventado uma viagem ao Rio de Janeiro, mas ele não cedeu.

Assim foi inaugurada a Casa Verde. Dr. Simão estudava e dedicava-se muito ao seu trabalho. Foi então que começou o terror em Itaguaí, Costa foi levado à Casa Verde. Costa havia recebido uma herança que dava-lhe para viver até "o fim da vida", mas gastou-a toda em empréstimos aos outros indo para a miséria. Todos surpreenderam-se com a prisão de Costa, já que esse era um homem são. Quando a prima de Costa foi pedir a saída dele da Casa Verde acabou também sendo levada e presa. Depois prenderam Mateus, o homem apenas tinha uma bela casa com um belo jardim, a qual vistoriava cedo e à noite, repousava para que os outros admirassem a ele e a casa.

No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a rebelião das canjicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o Alienista recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega à conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar, então solta todos os recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização da loucura: os loucos agora são os leais, os justos, os honestos etc.

No fim do tratamento todos foram postos fora e analisando, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto, por isso o sábio Dr. Simão Bacamarte internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois e recebeu honras póstumas.

 

Fonte: psicoloucos.com/Resenhas-e-Resumos/o-alienista-machado-de-assis.html

Para acessar o texto completo acesse: http://bit.ly/Rp5pwX

Autor: Machado de Assis

Bibliografia: releituras.com/machadodeassis_bio.asp

 

O conto da ilha desconhecida

 

 

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Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. Então, o primeiro-secretário chamava o segundo-secretário, este chamava o terceiro, que mandava o primeiro-ajudante, que por sua vez mandava o segundo, e assim por aí fora até chegar à mulher da limpeza, a qual, não tendo ninguém em quem mandar, entreabria a porta das petições e perguntava pela frincha, Que é que tu queres. O suplicante dizia ao que vinha, isto é, pedia o que tinha a pedir, depois instalava-se a um canto da porta, à espera de que o requerimento fizesse, de um em um, o caminho ao contrário, até chegar ao rei. Ocupado como sempre estava com os obséquios, o rei demorava a resposta, e já não era pequeno sinal de atenção ao bem-estar e felicidade do seu povo quando resolvia pedir um parecer fundamentado por escrito ao primeiro-secretário, o qual, escusado se ria dizer, passava a encomenda ao segundo-secretário, este ao terceiro, sucessivamente, até chegar outra vez à mulher da limpeza, que despachava sim ou não conforme estivesse de maré.

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Para ler o texto completo acesse: http://www.releituras.com/jsaramago_conto.asp

Fontes: ufrgs.br/tramse/pead/textos/saramago.pdf

http://www.releituras.com/jsaramago_conto.asp

José Saramago:Foi laureado com o Prêmio Nobel da Literatura 1998 pela The Nobel Foundation. Para saber sua biografia acesse: http://josesaramago.blogs.sapo.pt/95699.html

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

Obrigado por nos trazer a Felicidade

 

 

 

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Era uma vez um velho que foi visitado pela Felicidade e que ficou tão feliz que até esqueceu que era velho e se pôs a dançar. Dançou e dançou tanto até se cansar e quando a noite chegou acabou por dormir em qualquer lugar.

No dia seguinte, ao se levantar percebeu que a vida tinha voltado ao normal. Olhou para os lados e não estava mais lá a tal de Felicidade que tinha mudado a sua vida. Em princípio não quis aceitar a situação da volta ao passado que vinha vivendo, pois afinal a Felicidade era agora um presente que infelizmente tinha se perdido e a sua vida de ruínas lhe pareceu agora ainda mais cruel. Começou então a se questionar, julgando até que poderia ter sido um sonho onde viveu uma felicidade passageira, mas refletiu e concluiu que sendo um sonho ou não a felicidade é sempre passageira. Será?

A ideia da Felicidade não mais lhe saia da mente e tudo o que queria agora era encontrá-la novamente o que e o fez questionar-se:

Por que a felicidade tinha vindo ao seu encontro se ele já não podia fazer quase nada na vida?

Lembrou-se de que dançou porque a Felicidade cantava uma música tão profunda e estimulante que o fez se sentir capaz também de vibrar intensamente como ela. De repente parou e em um relance veio a sua mente a tênue imagem d'Ela no dia anterior - Seus olhos eram maravilhosos, mas ela não podia ver através deles. Talvez então tenha sido um engano e por isso é que a Felicidade tinha entrado pela sua porta, julgou ele.

Enquanto andava pela casa preparando seu desjejum, antes de visitar o jardim como fazia todas as manhãs, se deparou com um papel escrito sobre a mesa da cozinha e precipitou-se a ler, antes, porém, teve que achar os óculos que estavam perdidos em algum lugar, esquecidos que foram na noite anterior. Era um bilhete da Felicidade dizendo que veio ao seu encontro porque desejava ver e somente podia fazê-lo através de alguém que pudesse enxergar as coisas como elas realmente são. O velho que a tudo contemplava, mas não desejava nada além de ver a beleza de seu jardim, sentiu seus olhos umedecerem com a emoção de perceber que ainda poderia ser útil e assim teve que retirar os óculos para limpar as lentes que tinham ficado embaçadas, antes de continuar a ler.

 

Retomando a leitura estava escrito pela Felicidade que o estava esperando no jardim naquela manhã e desejava ver as belezas das flores naquela primavera, mas para isso precisava dele lá para conduzi-la. Ao ler isso o velho nem fez seu desjejum e saiu rapidamente, indo ao encontro da Felicidade em seu jardim.

Lá chegando tomou-a pelas mãos e a levou a caminhar naquele Paraíso como um Maestro que conduz uma Sinfônica. A Felicidade então começou a cantar uma música profunda e maravilhosa.

Todos os que lá estavam então pararam e se puseram a ouvir agradecendo ao velho por lhes trazer a Felicidade.

Edvard Grieg - Morning Mood->http://bit.ly/2awU6QO

 

O Livro De Areia

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A linha consta de um número infinito de pontos, o plano, de um número infinito de linhas; o volume, de um número infinito de planos, o hipervolume, de um número infinito de volumes... Não, decididamente não é este, "more geometrico", o melhor modo de iniciar meu relato.

Afirmar que é verídico é, agora, uma convenção de todo relato fantástico; o meu, no entanto, é verídico.

Vivo só, num quarto andar da Rua Belgrano. Faz alguns meses, ao entardecer ouvi uma batida na porta. Abri e entrou um desconhecido. Era um homem alto, de traços mal conformados. Talvez minha miopia os visse assim. Todo seu aspecto era de uma pobreza decente. Estava de cinza e trazia uma valise cinza na mão. Logo senti que era estrangeiro.

A princípio achei-o velho; logo percebi que seu escasso cabelo ruivo, quase branco, à maneira escandinava, me havia enganado. No decorrer de nossa conversa, que não duraria uma hora, soube que procedia das Orcadas.

Apontei-lhe uma cadeira. O homem demorou um pouco a falar. Exalava melancolia, como eu agora.

- Vendo bíblias - disse.

Não sem pedantismo respondi-lhe:

- Nesta casa há algumas bíblias inglesas, inclusive a primeira, a de John Wiclif. Tenho também a de Cipriano de Valera, a de Lutero, que literariamente é a pior, e um exemplar latino da Vulgata. Como o senhor vê, não são precisamente bíblias o que me falta.

Ao fim de um silêncio respondeu:

- Não vendo apenas bíblias. Posso mostrar-lhe um livro sagrado que talvez lhe interesse. Eu o adquiri nos confins de Bikanir. Abriu a valise e o deixou sobre a mesa. Era um volume em oitavo, encadernado em pano. Sem dúvida, havia passado por muitas mãos. Examinei-o; seu peso inusitado me surpreendeu. Na lombada dizia Hali Writ e, abaixo,  Bombay.

- Será do século dezenove - observei.

- Não sei. Não soube nunca - foi a resposta.

Abri-o ao acaso. Os caracteres me eram estranhos. As páginas, que me pareceram gastas e de pobre tipografia, estavam impressas em duas colunas, como uma bíblia. O texto era apertado e estava ordenado em versículos. No ângulo superior das páginas, havia cifras arábicas. Chamou-me a atenção que a página par levasse o número (digamos) 40.514 e a ímpar, a seguinte, 999. Virei-a; o dorso estava numerado com outra cifra. Trazia uma pequena ilustração, como é de uso nos dicionários: uma âncora desenhada à pena, como pela desajeitada mão de um menino.

Foi então que o desconhecido disse:

- Olhe-a bem. Já não a verá nunca mais.

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Para ver o texto completo acesse: http://bit.ly/1UC9xLO

Jorge Luis Borges: Homem de ficção literária, paradoxalmente favorito de semióticos, matemáticos, filólogos, filósofos e mitólogos, Borges oferece, pela perfeição de sua linguagem, a erudição de seus conhecimentos, o universalismo de suas ideias, a originalidade de suas ficções, a beleza de sua poesia, uma verdadeira summa que honra a língua espanhola e o espírito universal.

Fonte: mibuenosairesquerido.com/Personagens01.htm

Biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Luis_Borges

 

Empreendedorismo Corporativo e Inovação andam juntos

 Empreendedorismo

 

Todos os fatores relevantes atuais mostram que a estamos em um ambiente cada vez mais competitivo, assim as pessoas e principalmente as organizações devem descobrir maneiras de melhorar continuamente os meios de conquistar e reter os seus clientes, o que frequentemente implica na otimização dos seus processos-chave e na criação de novos produtos e serviços.

Desta maneira muitas empresas estão adotando novas práticas e descobrindo novos meios de alavancarem seus negócios, implantando uma diretriz que aos poucos  vem ganhando espaço e servindo inclusive de base para estudos, cursos, etc...

Aproveitar idéias e as atitudes de todos envolvidos, sejam as equipes internas, sejam os clientes ou fornecedores, tornou-se indispensável para manter as organizações competitivas. Para isso é necessário mobilizar todos os envolvidos diretamente com a geração de valor do negócio.

Esta abordagem de estímulo à inovação e solução de problemas é conhecido como                      " Empreendedorismo Corporativo" ou "Intra-empreendedorismo" (Intrapreneuring).

O Termo Intra-empreendedorismo foi introduzido pelo Consultor Canadense Gifford Pinchot, para designar os executivos que, nas empresas, assumem o papel de agentes de mudanças.

As possibilidades para o Intra-empreendedorismo podem ser: Implementação de melhorias, produtos ou serviços agregados, novos produtos ou serviços, resolução de problemas, exploração de novas perspectivas mercadológicas, etc...

Para Gifford Pinchot ter boas idéias não é o ponto mais difícil no processo de inovação. O verdadeiro desafio é transformar essas idéias em realidades rentáveis, tarefa que exige que empregados se comportem como empreendedores. Do lado da empresa, Gifford  enfatiza que  uma Organização empreendedora deve ser organizada em torno de equipes que funcionam como pequenas empresas agrupadas, atuando em rede.

Gifford afirma também que tão importante quanto ter uma boa idéia é encontrar alguém que aposte nela pra valer. O autor chama esse alguém de patrocinador. Mais do que defender a idéia, o patrocinador garante que ela receberá os recursos necessários, ajuda a aparar eventuais arestas e protege o empreendedor do jogo político da organização.

Através da observação dos casos de sucesso nota-se que  não existe um modelo padrão a ser seguido pelas organizações.

Cada empresa cria o seu próprio modelo, adequado ao seu negócio, com objetivo de  se tornar competitiva e gerar valor.

Na maior parte dos modelos algumas características são fundamentais para se obter sucesso nos projetos, tais como:

  • Estímulo ao empreendedorismo;
  • Delegação, Autonomia, Empowerment.
  • Donos do Negócio;
  • Tolerância ao erro;
  • Inovação e qualidade;
  • Comunicação Formal e Informal;
  • Motivação, energia/sonhos e desafios;
  • Importância de um modelo;
  • Desenvolvimento de Pessoas;
  • Remuneração Variável.

 

De acordo com o ranking de empreendedorismo corporativo, os fatores apontados pelos colaboradores que mais estimulam a inovação nas empresas não é somente o aumento de salário ou promoção de cargos. O fator mais apontado pelos colaboradores conforme quadro abaixo é a satisfação pessoal, ou seja, as pessoas dão idéias em função de se sentirem úteis e capazes de propor melhorias. Vale observar que o grupo analisado encontra-se acima do nível das necessidades básicas conforme preconizado por  maslow em sua famosa pirâmide.

 

Os fatores que mais estimulam a inovação nas empresas

Satisfação Pessoal

34%

Contribuição para a imagem e o crescimento da empresa

22%

Possibilidade de facilitar  o próprio trabalho

17%

Reconhecimento Moral dos Chefes e colegas

12%

Aumento de Salário

9%

Promoção de Cargo

6%

 

Fonte:  Estudo Exame - Inovação e Empreendedorismo - 03/2006

 

Dentre os fatores que mais atrapalham as iniciativas dos funcionários nas organizações, demonstrados na tabela a seguir, está a falta de políticas de recompensas e reconhecimento, pois sem esses fatores muitos colaboradores deixam de propor novas soluções.

Os fatores que mais atrapalham as iniciativas

Ausência de políticas de reconhecimento e recompensa

25%

Falta de comprometimento das pessoas

22%

Falta de incentivo de chefes e colegas

21%

Despreparo e desinteresse dos funcionários

16%

Escassez de recursos

16%

 

Fonte:  Estudo Exame - Inovação e Empreendedorismo - 03/2006

 

Algumas das empresas colocadas no ranking merecem destaque em função das práticas adotadas como é o caso da MASA - 1º lugar no ranking de 2006. A seguir algumas características que colocaram a Masa no Topo do ranking do IBIE:

 

Desburocratização

A implantação de novas idéias não precisa da aprovação de um comitê - basta sugerir ao chefe. Insucessos não são encarados como falhas.

Liderança

Ulisses Tapajós Neto assumiu a presidência em 1992, quando a empresa estava à beira da falência. Na época já era referência importante para os funcionários.

Transparência

O presidente se reúne com todos os funcionários a cada dois meses. Os principais dados financeiros são divulgados nos murais da fábrica.

Plano de Carreira

Sempre que há uma vaga em aberto, a preferência é dada a quem já trabalha na empresa. Em 2005, 83% dos funcionários foram promovidos.

Educação

Desde os anos 90, a empresa incentiva os funcionários a completar os estudos. Na época, 15% deles já tinham o ensino médio completo. Hoje são 100%.

 

Um detalhe interessante é que as empresas que estimulam o Intra-Empreendedorismo geralmente também  estão bem colocadas no ranking das melhores empresas para se trabalhar, divulgado pela Revista Exame,

O consultor Gifford Pinchot estabelece 10 Mandamentos do Intra-empreendedor:

 

  1. Forme sua equipe. Intra-empreendedorismo não é uma atividade solitária;
  2. Compartilhe o mais amplamente possível as recompensas;
  3. Solicite aconselhamento antes de pedir recursos;
  4. É melhor prometer pouco e realizar em excesso;
  5. Faça o trabalho necessário para atingir o seu sonho, independentemente de sua descrição de cargo;
  6. Lembre-se de que é mais fácil pedir perdão do que pedir permissão;
  7. Tenha sempre em mente os interesses de sua empresa e dos clientes, especialmente quando você tiver que quebrar alguma regra ou evitar a burocracia;
  8. Vá para o trabalho a cada dia disposto a ser demitido;
  9. Seja leal à suas metas, mas realista quanto ás maneiras de atingi-las;
  10. Honre e eduque seus patrocinadores.

Como já foi destacado, embora não exista um modelo padrão a ser seguido, pode-se descrever um processo sistêmico de formação de empreendedores nas empresas, o qual deve contemplar os seguintes passos:

  • Deve existir clara intenção da alta administração em aumentar a sua capacidade empreendedora;
  • Devem ser revistos os processos de delegação e atribuição de responsabilidades;
  • Gestores que tenham a capacidade de assumir riscos e mais delegação devem ser identificados, pois conduzirão o processo;
  • A organização deve ser reestruturada em pequenas unidades de negócio, dimensionadas a partir da definição de mercados e clientes;
  • Os atuais líderes de negócio (Presidentes e Diretores) devem se comportar como treinadores dos futuros empreendedores internos;
  • Um sistema de acompanhamento, suporte e um processo específico de recompensas devem ser concebidos para sustentação do modelo;
  • Desenvolver internamente a compreensão do fenômeno do empreendedorismo, conceitos, precedentes e peculiaridades específicas de cada setor;
  • Entender em detalhes de  como ocorre o processo empreendedor e os diversos fatores que influenciam o empreendedorismo de start-up e corporativo;
  • Analisar as janelas de oportunidades de negócios e entender porque algumas boas idéias geram negócios de sucesso e outras também aparentemente tão boas não geram;
  • O papel do Plano de Negócios dentro da organização ou do projeto - como, porque  e quando elaborá-lo;
  • Procurar identificar as características comuns dos empreendedores de sucesso próximos ao segmento onde se pretende atuar e procurar de alguma forma replicá-la no âmbito onde se pretende atuar;
  • Identificar e selecionar as melhores opções existentes para o patrocínio inicial de um negócio ou de novas unidades organizacionais

 Para saber mais participe de nosso Curso Empreendedorismo Corporativo

 

 

A Contra-Inteligência como um quesito fundamental para Gestão de Riscos e continuidade de Negócios

 

 

ContraInteligencia

 

A produção de conhecimento como base para informação, conceitos de contra-informação e noções de segurança são alguns dos itens que são abordados na Gestão de Riscos  e continuidade dos negócios. A experiência na identificação, análise, desenvolvimento de respostas e monitoramento, para diminuir a probabilidade e o impacto dos riscos são uma exigência para o profissional de segurança.

Cada vez mais, as ações de inteligência requerem do profissional um senso crítico apurado, para que de posse das informações obtidas ele possa saber utilizá-las com critérios. Onde, não somente aprender como buscar, mas também saber como manter em sigilo tais informações para que sejam utilizadas no processo de uma administração de riscos consciente é fundamental.

O acesso indevido a registros de informações  sensíveis - aquelas que, pela importância e necessidade de proteção, exigem medidas especiais de segurança - sempre foram grande fonte de atenção dos Governos e das Instituições, tendo sido suas técnicas de obtenção, por um lado, e neutralização, por outro, compiladas, organizadas e transformadas, respectivamente, nas Atividades de Inteligência e de Contra-Inteligência. É notório que uma medida preventiva adequada pode neutralizar o ato de infração antes que ele venha a ocorrer. Assim, a informação é o objetivo final da ação de inteligência que deve antecipar os fatos.

As atividades de Inteligência e de Contra-Inteligência estão presentes em todas as grandes decisões nacionais, seja proporcionando Segurança ao Estado ou fornecendo Competitividade às Empresas.

 

Do ponto de vista histório, as atividades de inteligência e de contra-inteligência sempre foram de uso restrito aos ambientes militares, tendo sido decisivas em todos os grandes conflitos mundiais. Recentemente seus conceitos e metodos vêm sendo empregados por diversas Organizações, motivadas que estão com o acirramento da concorrência, vazamento ou fuga de informações e defesa de seu patrimônio, seja tangível, físico, eletrônico ou composto por valores intangíveis tais como o capital intelectual ou a credibilidade junto a opinião pública, por exemplo. Sua atual utilização como elemento-chave na gestão de riscos nos negócios, assim, representa uma séria ameaça a governança corporativa, sendo observados continuamente casos de fraudes internas, concorrência desleal e furto de informações, e até o seu uso, com regularidade, pelo Crime Organizado.

 

Ambas as disciplinas, todas convergentes para o mesmo foco, dependem da conscientização de todos os envolvidos com a Gestão, seja nos procedimentos definidos para proteção de áreas e instalações, na proteção de documentos e materiais, na segurança das pessoas, dos processos e em tecnologias confiáveis, especialmente sistemas de comunicação e informações, eletrônicos ou não. Assim, torna-se necessário delinear, na Gestão Corporativa, uma assessoria específica, ligada ao seu mais alto escalão, cuja missão seja desenvolver uma cultura de Produção, Aquisição e Proteção do Conhecimento Estratégico, visando garantir, primordialmente, Controle de Ativos e Recursos de Informação, Imagem de Mercado e Conformidade Legal ("Compliance").

 

As formações e capacitações nesta área tem como objetivo  a minimização dos incidentes e Riscos, Segurança e continuidade dos negócios, oferecendo uma visão sistêmica que poderá ser utilizada como um guia na criação de um modelo de gestão da inteligencie e contra inteligência  nas organizações.

Apoiar efetivamente na formação de gestores capacitados a organizar e comandar uma área específica na  organização, ligada ao alto nível, cuja finalidade exclusiva seja desenvolver uma cultura de produção, aquisição e proteção de conhecimentos sensíveis contra divulgação indevida, furto, destruição, interceptação, adulteração ou incapacidade de processamento das suas vantagens competitivas.

Os que participam destas formações  terão ampla possibilidade de ampliar uma visão geral de Planejamento e Gestão Estratégica de Riscos em seus aspectos de Contra Inteligência, bem como conhecer a metodologia mais adotada atualmente para implementá-la, tendo assim um conhecimento mais evoluido sobre esta metodologia ou abordagem de Gestão.

 

O participante será capaz de:

 

  • Contextualizar dentro de seu ambiente de atuação os preceitos de Contra Inteligência e sua aplicação na gestão estratégica;

 

  • Ir ao detalhe e praticar as tecnicas sugeridas neste treinamento;

 

  • Conhecer as atuais práticas de mercado ligadas a Inteligência e Contra Inteligência e sua relação aos chamados ativos tangíveis e intangíveis (base da maioria dos negócios focados em serviços), dando um passo para a implementação da Gestão de Riscos de forma ampla.

 

 

 

O que é Forense Computacional?

 

 

ForenseComputacional

 

 

É a ciência que estuda a aquisição, preservação, recuperação e análise de dados armazenados em mídias computadorizadas e procura caracterizar crimes de informática de acordo com as evidências digitais encontradas no sistema invadido.

A Forense Computacional é uma área de especialização relativamente nova no mundo e está desenvolvendos e principalmente pela necessidade das instituições legais atuarem no combate aos crimes eletrônicos. É notório e as estatísticas reveladas através das pesquisas mostram o aumento expressivo  das fraudes eletrônicas, sendo que a perícia forense se mostra  uma eficiente ferramenta para identificação e redução desses riscos.

As ações com base na prática de forense computacional são uma técnica cientifica, aplicada dentro de um processo  legal que busca evidências e responsabilização de envolvidos em incidentes que usem os meios computacionais para execução de crimes ou  burlar regras estabelecidas. A coleta adequada dessas evidências  e o reconhecimento das autoridades legais é um desafio  para os profissionais envolvidos.

Com a expansão da Internet em escala global, a eliminação de fronteiras gerou um grande problema para as instituições de combate ao crime, uma vez que possibilitou em muito a ocorrência de crimes eletrônicosonde a vítima e o criminoso estão em lugares distintos, incluindo ai atépaíses distintos, configurando-se em delitos transjuridicionais.