Arquivos mensais: março 2026

Alinhamento Estratégico da Governança de TI

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De modo objetivo, o alinhamento consiste em uma situação em que todos os membros da organização, do CEO ao jardineiro, compartilham simultaneamente da mesma visão e direção e compreendem a importância de suas atribuições para ajudar a empresa a alcançá-los. O conceito de alinhamento estratégico se baseia na ideia de que a performance econômica de uma empresa está diretamente relacionada com a habilidade do gerenciamento para criar uma adequação estratégica, ou seja, uma posição da empresa no mercado competitivo suportada por uma estrutura administrativa adequada. Outro aspecto importante do alinhamento é a capacidade de adequação estratégica da empresa mediante um processo contínuo de adaptação e mudança às diretrizes estratégicas estabelecidas.

O ambiente provê as informações necessárias para definir a missão, visão e estratégia de TI, assegurando que os serviços de TI estão alinhados com todos os elementos da organização. Esse alinhamento inclui: o planejamento estratégico de negócios e de TI, planejamento operacional de TI e análise de riscos, desempenho e serviços.

 

Segundo o COBIT "focar em garantir a ligação entre os planos de negócios e de TI, definindo, mantendo e validando a proposta de valor de TI, alinhando as operações de TI com as operações da organização." Nos processos do estágio "Planejar e Organizar" observamos um grande enfoque no alinhamento estratégico. Isto não é mera casualidade, dado que o alinhamento só irá ocorrer com um bom planejamento das ações de TI, partindo-se do planejamento estratégico da organização.

Vinculação entre TI e negócios (planejamento e operações)

 

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Fonte: IT Governance Institute, 2003

Autores: Antônio Bucci, Agnaldo Fernandes e Sergio Ayres

Fontes e referências gerais:

http://www.hsm.com.br/editorias/comunicacao-e-alinhamento-estrategico

http://www.isaca.org/Knowledge-Center/cobit/Documents/COBIT4.pdf

http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/governanca_ti/entendendo_governanca_ti

www.ticontrole.gov.br/portal/pls/portal/docs/1068506.PPT

 

 

 

 

Modelos para Gestão e Governança de TI

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Neste artigo damos foco ao alinhamento entre os Modelos de Gestão e a Governança de TI.

"IT Governance" em princípio é uma resposta para a necessidade de organizar e integrar os processos de tecnologia da informação aos processos da cadeia de valor da empresa, de criar consciência que TI não é mais assunto de TI. É assunto da Alta Administração.

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Fonte:Pink Elephant, 2005

 

Mas, sempre surge outra pergunta: Por que é assunto da Alta Administração?

Porque TI sustenta todas as aplicações, sistemas e ferramentas que servem de base para a operação dos processos de negócio de qualquer companhia;

Porque a maioria dos processos de negócio é composta por processos manuais que interagem com processos automatizados;

Porque TI é mantenedora de todos os ativos de informação;

Porque TI é mantenedora da conformidade dos resultados de negócio com as leis e regulamentos externos que regem a companhia;

Porque TI representa um dos maiores custos e também investimentos;

Porque o diferencial competitivo das empresas está na informação.

 

A necessidade pela implantação de processos de Governança de TI tem as seguintes causas raízes:

 *  Frustração do negócio com iniciativas de TI mal sucedidas, custos crescentes de TI e uma percepção de pouca agregação de valor;

 *  Incidentes significantes em termos de perdas de dados e falhas em projetos;

 *  Problemas em serviços terceirizados, criando riscos para o negócio;

 *  Falha em atender requisitos regulatórios;

 *  Limitações da TI em apoiar a inovação e agilidade para o negócio;

 *  Problemas em TI encontrados por auditorias;

 *  Despesas de TI escondidas;

 *  Esforços duplicados causando perda de recursos;

 *  Problemas com a qualificação do pessoal de TI;

 *  Mudanças apoiadas por TI geralmente falham em atender as necessidades do negócio;

  Problemas no relacionamento negócios com TI e falta de comprometimento da administração e dos executivos de negócio;

 *  Modelos de operação de TI complexos.

 

"IT Governance" atua dentro de domínios bastante conhecidos e almejados, mas, nem sempre praticados na extensão necessária por grande parte das companhias. São eles, segundo o COBIT 4.1:

  * Alinhamento Estratégico;

  * Entrega de valor;

  * Gerenciamento de riscos;

  * Gerenciamento de recursos;

  * Mensuração do desempenho.

 

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A capacitação na Implementação da Governança de TI sob a ótica do Cobit 5 procura habilitar os participantes a implantar, de forma prática, mecanismos para os processos específicos que são;

 * Assegurar o estabelecimento e manutenção do "framework" de governança;

 * Assegurar a entrega de benefícios;

 * Assegurar a otimização dos riscos;

 * Assegurar a otimização dos recursos;

 * Assegurar transparência aos stakeholders;

 * Monitorar o desempenho da TI;

 * Monitorar o compliance com requisitos externos;

 * Monitorar o compliance com controles internos.

No próximo artigo iremos focar o Alinhamento Estratégico da Governança de TI

Autores: Antônio Bucci, Agnaldo Fernandes e Sergio Ayres

Fontes e referências gerais:

http://www.hsm.com.br/editorias/comunicacao-e-alinhamento-estrategico

http://www.isaca.org/Knowledge-Center/cobit/Documents/COBIT4.pdf

http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/governanca_ti/entendendo_governanca_ti

www.ticontrole.gov.br/portal/pls/portal/docs/1068506.PPT

 

 

Estratégia em Ação na Governança de TI

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Este artigo dá início a uma nova série sobre Governança de TI sob a ótica do COBIT 4.1 e 5, cujos conteúdos visam a dar uma visão prévia sobre os seus principais componentes, já que os nossos conteúdos didáticos e capacitações são voltados para um aprofundamento no tema e sua aplicabilidade prática nas organizações.

 

A primeira questão:  O que é Governança de TI?

 

 

"Modelo que define direitos e responsabilidades pelas decisões que encorajam comportamentos desejáveis no uso de TI"

(Weill e Ross, 2004)

 

"Processo pelo qual decisões são tomadas sobre os investimentos em TI, o que envolve: como as decisões são tomadas, quem toma as decisões, quem é responsabilizado e como os resultados são medidos e monitorados"

(Forrester Research, 2005)

 

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fonte: http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/governanca_ti/entendendo_governanca_ti/gerenciamento_de_ti.jpg

 

Resumindo tudo em uma figura:

 

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  Fonte: http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/governanca_ti/entendendo_governanca_ti/resumindo_tudo_em_uma_figura.JPG

 

No próximo artigo iremos focar em Modelos para Gestão e Governança de TI

 

 

Autores: Antônio Bucci, Agnaldo Fernandes e Sergio Ayres

 

Fontes e referências gerais:

 

http://www.hsm.com.br/editorias/comunicacao-e-alinhamento-estrategico

 

http://www.isaca.org/Knowledge-Center/cobit/Documents/COBIT4.pdf

 

http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/governanca_ti/entendendo_governanca_ti

 

www.ticontrole.gov.br/portal/pls/portal/docs/1068506.PPT


Produtividade e Inovação começam em casa

BrainGroup

 

A produtividade e a inovação são temas constantemente relacionados com o sucesso, seja pessoal, seja corporativo, seja até em âmbitos globais. Afinal o que difere o posicionamento das nações é sua capacidade de gerar riqueza e bem estar para a população, refletindo assim na capacidade produtiva de cada um e na qualidade de vida decorrente.

Por exemplo, alguns analistas como Robert Atkinson, presidente da Fundação para Inovação e Tecnologia da Informação (ITIF, na sigla em inglês), um 'think tank' focado em políticas globais de inovação sediado em Washington,  afirmam que a baixa produtividade é a raiz da maioria dos problemas que temos por aqui.  

Em entrevista exclusiva ao Valor, o especialista diz que é a baixa capacidade de gerar mais produto com a mesma quantidade de capital e trabalho que impede que a economia brasileira cresça a um ritmo que surpreenderia muitos economistas locais. "O Brasil poderia crescer algo entre 6% e 8% ao ano, acredito totalmente nisso", diz ele.

Para alcançar tal crescimento, no entanto, ainda há muito a ser feito por aqui. Estudo comparativo conduzido por Atkinson mostra que, entre 2005 e 2011, a produtividade da economia respondeu por 74% da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. Entre as nações de média e baixa renda, a produtividade respondeu por nada menos do que 84% da alta do PIB, enquanto, no Brasil, apenas 28% do crescimento veio do aumento da produtividade no período.

Para Atkinson, um dos grandes erros dos países em busca de maior produtividade é querer alcançá-la atraindo, por exemplo, um fabricante de computadores ou uma indústria farmacêutica. A realidade, diz ele, é que esse tipo de iniciativa pode até ajudar, na medida em que desloca a força de trabalho de indústrias de baixa para alta produtividade, mas está longe de ser suficiente. A questão, diz, é que políticas efetivas de inovação não dependem apenas do desenvolvimento de produtos de alta tecnologia, mas do aumento de produtividade global da economia.

"A renda per capita americana é quatro vezes a brasileira, e a razão disso não é porque temos a [empresa de tecnologia] Intel. O fato é que a produtividade da economia americana é extremamente alta", diz Atkinson.

Quando ele fala de inovação devemos nos ater o que é realmente inovar:

* Inovação é relacionada a algo novo para a empresa, mesmo que já exista em outras empresas ou que utilize conhecimentos técnicos já dominados e difundidos em outros lugares;
* Pode ser a recombinação de tecnologias ou conceitos, ou um novo olhar para algo que já exista no mercado;
* "Inovação é um termo econômico e social", dizia Peter Drucker, famoso consultor, analista e escritor. "Seu critério não se baseia na ciência ou na tecnologia, mas nas mudanças no ambiente econômico e social, e no comportamento das pessoas como consumidores ou produtores".

Assim, para sermos realmente produtivos devemos de certo modo "inovar" a partir da busca de nossa produtividade pessoal e tentar ampliar este habito para os grupos os quais participamos ou nos relacionamos. Isto pode ser através da maneira como nos comunicamos, onde devemos procurar ser concisos e objetivos, formulando questões dentro de um contexto definido, como também procurar um ambiente propicio ao dialogo criativo estimulando novas ideias e novas abordagens, criando desta forma um ambiente para por em prática novos modelos mentais, na medida que buscamos novas respostas para problemas antigos.

Logo, a produtividade no trabalho é um foco comum a todos os profissionais que tenham a melhoria constante e a inovação como uma meta. Frequentemente para alinhar com as pessoas ou o grupo temos que participar ou conduzir reuniões. Então como sermos mais produtivos e inovativos quando nos reunimos?

Como tornar as reuniões mais produtivas e criativas e menos uma perda de tempo?   Para uma reunião se tornar produtiva é necessário que ela seja útil e ao invés de produzir bocejos e murmurações ela deve funcionar como uma ferramenta motivacional e eficaz.

Antes de definir uma reunião ou até participar de uma é necessário compreender os motivos pela qual ela é necessária e os objetivos que temos em mente. Evidentemente, assuntos tratados durante esse período devem procurar atender a todos os participantes. Portanto, se você for o coordenador estabeleça o objetivo e procure relacionar com indicadores que efetivamente possam ser aferidos e procure obter consenso entre todos, pois é natural aderimos a iniciativas com as quais concordamos. Como a reunião pode contribuir para  aumentar a produtividade no trabalho?

Esteja convicto de que essa é a melhor maneira para se planejar e decidir para atingir o que se tem como meta a alcançar.

Saiba discernir sobre a comunicação como um todo e use meios como e-mail para situações simples, como a divulgação de informações rotineiras. Todavia para incentivar um ambiente produtivo e criativo, como a elaboração de um brainstorming ou tomadas de decisões, invista em uma reunião. Nesses casos é necessário que haja meios para uma grande interação entre os participantes e até a afinidade de objetivos é importante para que as contribuições sejam vantajosas. Outro motivador importante para agendar uma reunião é quando existem desafios e conflitos emocionais que envolvam todo o grupo, nesse caso é melhor que haja uma manifestação coletiva sobre tais assuntos e que ocorra através do diálogo entre todos.

Após a definição sobre o verdadeiro propósito da reunião, passe para etapa seguinte, que também é essencial e está relacionada com o desenvolvimento de temas decorrentes dos objetivos, que devem ser esclarecedores e mensuráveis, pois estes vão conduzir todo o trajeto abordado na reunião e contribuir para manter o foco.

Ao final, não esqueça que toda reunião deve gerar um plano de ações, responsabilidades e prazos para serem cumpridos. Regras e critérios normalmente são criados e devem ser registrados, bem como associados aos processos envolvidos, contribuindo assim para tratos/contratos e prevendo ações relativas à destratos.

Dicas iniciais para uma reunião produtiva

Tendo já os objetivos definidos e as metas a serem alcançadas, crie e faça um instrumento de comunicação informando os verdadeiros propósitos da reunião e não se esqueça de ser bem claro para com as metas, bem como mostrar o quanto é necessário alcança-las. Comece por:

* Elaborar uma agenda com as datas previstas de reuniões;
* Estipular um período de tempo para participação de todos;
* Divulgar a agenda com antecedência entre todos os membros envolvidos;
* Atribuir funções e esclarecer a participação de cada um;
* Fornecer informações detalhadas e definir o contexto, pois em caso de tomadas  de decisões isto é fundamental;
* Buscar ampliar o conhecimento através de pesquisas prévias e estudar os possíveis cenários e argumentações com antecedência;
* Criar um roteiro onde haja espaço para que todos possam participar;
* Manter o habito de passar a palavra para que todos possam expor e tenham  um tempo para falar de suas dúvidas e inquietações;
* Procurar não encerrar a reunião antes de tentar dirimir todas dúvidas que houveram e se não for possível criar uma ação para tal;
* Fazer uma ata com os temas discutidos, os acordos estabelecidos, os critérios   adotados e as ações, prazos e responsabilidades definidas;
* Estabelecer um prazo para divulgação da Ata já antes mesmo do término da reunião;
Procurar salientar na comunicação quais foram os objetivos estabelecidos e alcançados e quais foram as inovações e/ou aumento de produtividade que o grupo envolvido conseguiu ao longo de um período, se for o caso.

 

Caso tenha dificuldades em elaborar o relatório, veja algumas dicas no seguinte link:

http://www.grupotreinar.com.br/blog/2013/7/4/10-passos-para-escrever-um-relat%C3%B3rio.aspx

 

Agora que você já fez a lição de casa sobre o básico em reuniões é importante torná-las mais criativas,  pois este questionamento é muito adequado na medida em que um dos principais fatores de desmotivação em reuniões que ocorrem com as  chamadas de "ordinárias", é a mesmice.                                                             

A maneira de condução deve estar associada com o contexto e com o modelo mental predominante no grupo. Por exemplo, em uma reunião use a técnica de levantamento de expectativas, em outra utilize a técnica de definição de prioridades, em outra, trabalho em subgrupos. 

Sempre que possível utilize apresentações em power point, filmes motivacionais, cases. Se for para "vender" algo, veja mais dicas no seguinte link:

http://www.grupotreinar.com.br/blog/2012/8/6/como-obter-sucesso-em-apresenta%C3%A7%C3%B5es-de-vendas-%E2%80%93-primeira-parte.aspx

 

Caso você desejar aprimorar suas técnicas de apresentação e oratória de uma forma geral temos conteúdos que poderão de ajudar:

http://www.grupotreinar.com.br/treinamentos.aspx?a=2480

 

Se o objetivo for que  as pessoas pensem, planejem, então procure agendá-las pela manhã, já reuniões informativas podem ser à tarde. Não esqueça de respeitar horários de almoço e de saída.


Continuando, vai a seguir  algumas dicas criativas:

* Use a técnica da bolinha (só pode falar quem estiver com uma bola de tênis na mão); faça uma vez ou outra reuniões pelo SKYPE, chat, ou outra forma de comunicação virtual;
* Faça reuniões em pé às vezes (principalmente quando for uma reunião informativa);
* Outras vezes é melhor fazer a reunião em um ambiente fora da empresa (numa cafeteria, por exemplo);
* Outras situações talvez exijam informalidades e a então faça reuniões na mesa do subordinado (ao invés da sua, cada vez na mesa de um colaborador diferente).

 

Quem conduz reuniões deve ter o cuidado e a preocupação de receber feedbacks, para se certificar de que elas estão realmente contribuindo para melhorar a produtividade no trabalho que sejam realmente eficazes como meio e instrumento de planejamento.

O importante é procurar ser criativo e manter uma boa estrutura com o planejamento em dia, desta forma será muito mais fácil conseguir obter reuniões produtivas e evitar o desperdício de tempo e de dinheiro!

Finalizando, se você tiver a missão de liderar tenha em mente que sua atitude:

* Dá significado às mudanças esperadas nas pessoas que estão contigo;
* Pode gerar orgulho, energia e um sentido de realização para todos;
* Deve ser memorável, motivadora, idealista;
* Deverá estar de acordo com a história, cultura e valores da organização, do grupo ou da entidade;
* Deverá gerar inspiração, entusiasmo e incentivar o compromisso;
* Irá nortear as atividades cotidianas;
* Servirá para orientar as ações que realmente agreguem Valor no sentido mais amplo;
* Frequentemente fará uma ponte entre o presente e o futuro;
* Principalmente -  deve levar as pessoas à Ação!

 

Fontes: http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/nao-e-facil-preparar-reunioes-criativas-e-envolventes-para-a-equipe-todos-os-meses-como-podemos-criar-e-inovar-em-nossas-reunioes-e-apresentacoes/31774/

http://www.insper.edu.br/noticias/baixa-produtividade-e-o-maior-obstaculo-ao-crescimento-brasileiro-afirma-analista/

SIMPLIFIQUE PARA VENDER MAIS!

BeSimple

Baseado no texto de Irene Etzkorn* "How To Improve Any Service By Simplifying It"

"Tornar o simples complicado é lugar-comum, tornar o complicado simples, isso é criatividade." - Charles Mingus

Pode parecer absurdo, mas em um ambiente de negócios que normalmente sempre tudo tem que ser mais e mais, as pessoas estão optando por "menos", respondendo bem a produtos com características mais simples e, alimentos com menos ingredientes. Vamos ver alguns exemplos deste fenômeno… A fabricante de sorvete Häagen-Dazs observou pela primeira vez esta tendência há alguns anos atrás, quando o gerente de marketing, na época, identificou nos EUA consumidores que expressaram uma clara preferência por produtos alimentícios com menos ingredientes. Então, concluíram: Por que não fazer sorvete usando essa preferencia pelo "menos"? O resultado foi uma nova linha de sorvetes chamados de Five (ou Cinco, em português) - com cinco ingredientes - leite, creme, açúcar, ovos e baunilha. Foi um sucesso imediato com os consumidores.

Talvez as coisas realmente não tenham que ser tão complicadas

Na verdade, não é só ser criativo, é preciso também uma atitude oportunista, sensibilidade para saber o que o consumidor deseja, e vontade de abandonar práticas e abordagens usuais.  Encontrar uma maneira de tornar tudo mais simples. Uma nova forma de pensar que permita visualizar e buscar novas possibilidades que podem levar a grandes avanços.

O conceito de simplicidade é uma forma de inovar para levar uma melhor experiência aos clientes (ou dos pacientes, dos cidadãos). E qual é uma das melhores maneiras de melhorar qualquer experiência? Remover as complicações, as camadas desnecessárias, aborrecimentos, ou distrações, enquanto se concentra na essência do que as pessoas querem e precisam em uma determinada situação. Seja visitando um site, manuseando um produto,  encomendando um jantar, ou escolhendo um sorvete.

Desbravar novos caminhos via simplicidade não é tão simples, é claro. Parte do que torna difícil essa tarefa é que dentro de quase toda a indústria ou categoria de produto, a complexidade foi construída ao longo do tempo - e, gradualmente, passa a ser aceito como uma parte inevitável nos negócios.

Vejamos o caso da companhia aérea Southwest Airlines. Quatro décadas atrás, ela queria entrar no mercado de aviação, que era lotado, caótico e complexo, já naquela época. Na época ela foi a primeira companhia aérea a simplificar. Em vez de ter a sua frota equipada com vários tipos de aviões, optou por um único tipo de avião, o Boeing 737.

E, enquanto outras companhias aéreas tinham se acostumado a um sistema de atender várias regiões, a Southwest fez a corajosa decisão de se concentrar em vôos diretos e sem escalas. Nestes voos, eles também mudaram o serviço oferecido, em vez de refeições completas serviam lanches. Esta simplificação do modelo de negócio, criou enorme eficiência para a companhia poupar dinheiro em manutenção de avião, alimentação e custos de limpeza, além de assegurar que os seus aviões passassem mais tempo no ar, e menos no chão. Ela "maximizou os ativos produtivos" e usou as economias de custos, para oferecer tarifas mais baixas aos passageiros.

Os resultados da Southwest: foi uma das poucas companhias aéreas consistentemente rentáveis ao longo das últimas três décadas.

Quanto mais complicado um determinado produto ou serviço pode ser, mais oportunidades existem para a simplificação.

Hoje, está claro que a maioria das pessoas está procurando maneiras de simplificar suas vidas. Parte disso, é sem dúvida, uma reação a um mundo que está cada vez mais acelerado, hiperconectado, e sobrecarregado com informações, escolhas e distrações.

De acordo com uma pesquisa recente da empresa de pesquisa Outlaw Consulting, realizada com os consumidores americanos da geração Y (aqueles com idade entre 21-27), concluiu-se que estes jovens respondem muito positivamente às marcas que se comunicam de uma forma simples e despojada. Seja em suas embalagens mais simples, ou, simplesmente evitando o excesso.

Os entrevistados citaram uma série de empresas como modelos admiráveis de simplicidade, incluindo a Apple, Trader Joe, JetBlue, e In-N-Out Burger, este último, conhecido por seu limitado "menu hambúrguer sem frescuras". Uma das qualidades citadas pelos entrevistados foi associar a simplicidade com a autenticidade, ou seja, fazer as coisas simples, equivale a mantê-las verdadeiras.

Conclusão? A simplicidade pode vender mais, sim!

Por: Adriana Noviski*

*Irene Etzkorn é uma autoridade mundial na construção da simplicidade em branding estratégico, e autora do livro "SIMPLE: CONQUERING THE CRISIS OF COMPLEXITY"

Fonte: http://canaldoempreendedor.com.br/banner-principal/simplifique-tornar-o-complicado-simples-exige-criatividade-mas-vende-mais/

10 passos para escrever um relatório

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Cada parágrafo deve se relacionar com uma frase ou idéia do parágrafo seguinte. Escreva primeiro as idéias centrais, e depois vá preenchendo com os exemplos

Um  bom relatório   irá abordar uma questão ou ponto de vista específico baseado em exemplos característicos, na forma de símbolos ou temas.  Você precisa ter um objetivo claro   ao escrever um relatório. Não se esqueça de reunir suas anotações, possíveis aulas sobre o  livro   e todo o material de apoio, como canetas e marca-páginas.

Confira alguns passos que irão ajudá-lo a incorporar esses elementos importantes:

Para escrever um relatório: Passo 1 - Objetivo

Se possível, tenha um objetivo em mente. Sua meta é o ponto de vista que você quer transmitir, o tópico que deseja debater ou uma pergunta que você planeja responder.

 

Para escrever um relatório: Passo 2 - Anotações

Não tente fazer anotações ou notas mentais. Enquanto estiver lendo, mantenha ao seu lado material de apoio como canetas, papel, marca-texto e marcadores de página.

 

Para escrever um relatório: Passo 3 - Temas

Ao ler o livro, fique atento para elementos que evoquem emoção, eles podem ser apenas um símbolo ou uma cena completa. Indicarão algum tema ou tópico importante.

 

Para escrever um relatório: Passo 4 - Material de apoio

Use papéis autocolantes para marcar as páginas. Quando você se deparar com algum elemento importante, marque a página e coloque a marcação no começo da linha que se destacou.

 

Para escrever um relatório: Passo 5 - Padrões

Note possíveis temas ou padrões. Enquanto você lê e marca as partes importantes, irá perceber um padrão ou tema central. Em um papel separado, escreva esses pontos de forma que você possa repassá-los mais tarde.

 

Para escrever um relatório: Passo 6 - Identificação

Identifique suas marcações. Se você vir um símbolo por vezes repetidas (por exemplo, se autor sempre usa exemplos com insetos, ou a forma como representa certos elementos, etc), identifique essas marcações para referências posteriores.

 

Para escrever um relatório: Passo 7 - Esboço

Desenvolva um esboço enquanto lê. Quando terminar de ler o livro, você já terá várias anotações e possíveis pontos importantes para incluir no relatório final.

 

Para escrever um relatório: Passo 8 - Parágrafos

Desenvolva idéias para parágrafos. Cada parágrafo deve se relacionar com uma frase ou idéia do parágrafo seguinte. Escreva primeiro as idéias centrais, e depois vá preenchendo com os exemplos. Não se esqueça de incluir o principal ou básico em seus dois primeiros parágrafos.

 

Para escrever um relatório: Passo 9 - Revisão

Revise, ajuste e repita. Seus parágrafos irão ficar desorganizados e estranhos na primeira vez que escrevê-los. Leia-os repetidamente e reajuste-os para que as frases estejam na melhor organização e ordem possível.

 

Para escrever um relatório: Passo 10 - Introdução

Revise seu parágrafo introdutório. Esse parágrafo irá fazer a primeira e mais importante impressão de seu relatório. Deve estar impecável. Garanta que ele esteja bem escrito, interessante e contenha uma base com boas teses.

 



Fonte:  Universia Brasil


Novos tempos, novos antigos Mestres

EAD

Segundo Michell Zappa, estrategista sueco que palestrou no 1º Encontro de Tendências e Evolução em Tecnologias Aplicadas à Educação sob o tema O Impacto das Tecnologias Emergentes na Área Educacional, a tecnologia evolui muito rapidamente e influencia a maneira como as pessoas se relacionam, compram e aprendem - fatores que também interferem em salas de aula. "A educação é a área que mais sofre com as consequências dos avanços tecnológicos. Hoje, a maioria dos professores não fala a língua dos alunos e também não detém toda a informação que eles precisam. Por isso, o modelo educacional tem de mudar."


Zappa lembra que o mundo está mais acelerado a cada dia - e esse ritmo que não vai parar, tampouco diminuir. "Temos de nos adaptar e aprender a lidar com isso para acompanhar a evolução", garante. Sua opinião vai ao encontro da proposta de Marc Prensky, especialista em educação e tecnologia que esteve no Brasil, a convite da Fundação Telefônica, durante a última edição da Campus Party.


De acordo com Prensky, é preciso mudar toda a educação, o que vai muito além da simples adoção da tecnologia em salas de aula. "O mundo todo está em uma má situação em termos de educação e isso acontece porque educamos para um contexto que não existe mais", defende. Ele explica que não precisamos mais de matemática, ciência e física da maneira como acontecia na época em que tais matérias foram inseridas no currículo.


Zappa e Prensky afirmam que o ideal é que o professor assuma os papéis de orientador e mediador - como já ocorre nos cursos de educação a distância -, pois a tarefa de repetir conteúdo pode ser feita, facilmente, por dispositivos tecnológicos. "Hoje, três dias de conteúdo por minuto são colocados apenas no YouTube, por exemplo. Trata-se de uma mudança ao mesmo tempo comportamental e tecnológica", completa Zappa.


O fato é que o conceito de sala de aula que conhecemos - com um professor, vários alunos, giz e lousa - tende a desaparecer muito em breve. De acordo com um estudo de Zappa, até 2040, a integração entre a tecnologia e a educação deverá crescer cada vez mais, proporcionando mudanças, como, por exemplo, o uso cada vez maior de ambientes virtuais, em substituição às salas de aula presenciais.


Dentre várias outras previsões, o estrategista afirma que a presença de recursos tecnológicos fixos e móveis nas salas de aula - e, também, fora delas - será cada vez mais frequente na educação; os alunos serão mais livres para colaborar com colegas de todo o mundo; e a avaliação tradicional deverá ser substituída por uma análise de desempenho baseada em projetos e portfólios.

De fato a Educação é um tema que preocupa especialistas de todo o planeta. Afinal, além da necessidade de se capacitar cada vez mais pessoas ao redor do mundo, os avanços tecnológicos têm mudado a forma como nos relacionamos com as informações.


Uma pesquisa divulgada em outubro de 2012 revelou que 70% dos usuários de internet com idades entre 9 e 16 anos têm perfil próprio em alguma rede social. Realizado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), o estudo também revelou que 47% desses jovens acessam a internet diariamente ou quase todos os dias, com conexões a partir da escola (42%), de casa (40%), de uma lanhouse(35%) ou do celular (18%).
Assim, como a tecnologia é uma das principais aliadas, a utilização de jogos, fóruns, blogs e até mesmo das mídias sociais como forma de disseminar o conhecimento já é muito comum nessa modalidade. E os avanços tecnológicos certamente vão oferecer novos recursos para o desenvolvimento de práticas pedagógicas ainda mais incrementadas.


Embora não surpreendam, tais dados revelam que estamos diante de um grande paradoxo em relação ao atual modelo educacional. O principal ponto é que, em um mundo habitado por pessoas cada vez mais conectadas, os educadores dos diversos níveis de ensino têm de se adaptar a essa nova realidade. Isto leva o EAD - Educação a Distância para o centro do debate.


Depois do boom que a Educação a Distância teve entre os anos 2002 e 2008 - com crescimento de aproximadamente 100% ao ano - a modalidade tem mantido um percentual anual de 30%, segundo o Censo EAD.Br da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância). No entanto, o número de matrículas em cursos a distância aumentou mais de 100% em 2010 com relação ao ano de 2009. A maior parte corresponde a cursos corporativos.


Segundo dados do Censo da Educação Superior 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em outubro de 2012, o país soma quase 993 mil estudantes na modalidade a distância. Porém, os números totais - que também incluem cursos livres, técnicos, de pós-graduação e extensão universitária - apontam um resultado bem maior. De acordo com o censo realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), o Brasil já soma mais de 3,5 milhões de estudantes que optaram pela modalidade.

A grande procura da EaD é explicada pela crescente necessidade de profissionais em aperfeiçoarem seus conhecimentos. Há, portanto, uma mudança no perfil do aluno virtual, que deixou de procurar apenas certificação e está buscando aprimoramento e reposicionamento no mundo do trabalho. Segundo o último censo da ABED (2011), há cerca de dois milhões e duzentos mil alunos virtuais no Brasil, que é um índice de certa forma contraditório se comparado com a pesquisa do Inep citada anteriormente. Segunda a ABED as matrículas em cursos de instituições de ensino público são correspondentes a pouco mais de 6% deste número (com 140.123 alunos). Para quem deseja ir mais a fundo recomendo que analise as metodologias e os dados amostrais sob a luz da estatística aplicada, conforme preconiza o nosso Curso de Plano de Amostragem por Atributos, por exemplo.

Dentre as vantagens que encontramos na nova modalidade de ensino para os que procuram uma nova qualificação, destaca-se o custo - que é aproximadamente 20% a 40% inferior ao custo de um curso presencial - além da flexibilidade de espaço e tempo que ele oferece. Talvez por tais benefícios, hoje uma em cada cinco pessoas que pretendem cursar o ensino superior demonstra interesse pelo curso a distância.

Porém a modalidade ainda enfrenta dificuldades como a relutância de algumas instituições, de professores que temem ser substituídos pela tecnologia, e o alto custo de produção e equipamentos necessários para um curso de boa qualidade. Mesmo assim, o professor e também presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), Fredric Litto, afirma que pesquisas feitas por entidades de educação apontam que "há cada vez mais aceitação e até favorecimento de formados pela EaD porque a experiência demonstra que essas pessoas acabam sendo funcionários e executivos mais proativos e autônomos na organização do que o típico formado presencialmente".


Um estudo realizado pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos baseado em dados dos anos de 1996 a 2008 revelam que os alunos de cursos semipresenciais ou a distância tem, em média, melhores resultados que estudantes presenciais dos mesmos cursos. A Educação a Distância do Brasil condiz com resultados dos estudos americanos. Em 2010 os alunos EaD tiveram uma média de 6,7 pontos superiores aos alunos de cursos presenciais no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A iniciativa de Educação a Distância, porém, não tem como objetivo ser comparada com as convencionais aulas presenciais, apenas visa superar preconceitos estabelecidos na sociedade, hoje já um tanto dissolvidos.

Um bom curso EaD exige muitos investimentos. Exemplos destes são o suporte tecnológico para todos os envolvidos (de discentes até coordenadores), o planejamento pedagógico, os recursos para comunicação em grupo (salas virtuais de reunião), e os profissionais que promovem a adaptação de recursos pedagógicos formulados por professores e tutores online.


Entendemos que o problema da aceitação ou não da tecnologia como instrumento de auxílio para a aprendizagem não é o principal fator que explica o fato de a maioria dos professores não falarem a língua dos alunos, mas sim os modelos mentais construídos pelas gerações que foram criadas no ambiente conectado e repleto de novas tecnologias são em suas essências diferentes dos modelos mentais desenvolvidos pelos professores, principalmente por aqueles que não perceberam o imenso potencial da Web quando isto era ainda uma novidade.


Hoje se exige não somente uma leitura em hipertexto, mas uma visão do todo a partir de uma parte, além da tão somente visão cartesiana,  e de um alinhamento de percepções aparentemente contraditórias, as quais somente são possíveis através do dialogo construtivo como assim o era na antiga Academia Grega, fonte dos Mestres verdadeiros que deveriam servir de inspiração para muitos professores atuais, auxiliando-os a se transformarem em Facilitadores e não complicadores, ao perceberem que se não conseguem entender os mais jovens é porque não conseguem conceber um mundo diferente do qual  idealizaram como um Castelo onde decidiram morar, mas que ficou congelado no tempo.


Fontes: http://www.ead.senac.br/noticias/2013/06/novas-plataformas-e-um-novo-educador/
http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/4049/dados-revelam-desenvolvimento-da-educacao-a-distancia-no-brasil-e-na-unesp

A visão integrada de Gestão de Marketing, Vendas e Gestão de Clientes

 

CRM1

Normalmente toda a atividade empresarial começa quando temos algo para vender e percebemos que existe alguém interessado na compra do que estamos oferecendo.

De fato, desde a Revolução Industrial até a metade do século XX tudo que era produzido não atendia a capacidade de consumo, portanto o "gargalo" estava na Produção. Todavia, com as iniciativas crescentes de adoção de novas tecnologias e o conseqüente barateamento do processo produtivo pelo aumento da escala conseguiu-se atingir um equilíbrio entre a produção e o consumo, principalmente a partir da década de 60 do século passado, nos países desenvolvidos. A partir daí, cada vez mais se observa um aumento maior na capacidade de produção do que de consumo, transferindo o "gargalo" nas empresas para as funções voltadas para o entendimento e desenvolvimento de mercado. O conceito de Marketing passa a ser uma abordagem diferenciada nas estratégias de Administração e vai começando a se perceber a transição entre o que se pode chamar de economia de produção para a economia de mercado, e de maneira cada vez mais frequente o questionamento principal: Para quem vender? A que Preço? Em que condições? Como vender mais e com que lucratividade? 

Portanto o trabalho de Vendas é extremamente detalhado e cabe ser abordado, discutido e repensado continuamente, daí o enfoque que damos em ampliar a visão e atuação da Gestão através de abordagens e atividades específicas de vendas, de marketing e do chamado "foco no cliente". Se pensarmos pela ótica de processos, onde começa cada um dos macroprocessos e quais são os eventos que determinam a realimentação (entradas e saídas) entre eles?

Em linhas gerais as atividades de vendas iniciam sempre a partir de oportunidades qualificadas e vão até o fechamento da venda (entrega do produto/serviço e recebimento). Portanto o vendedor tem que trabalhar em seu dia-a-dia neste ciclo restrito, mas deve receber toda informação necessária para seu trabalho para poder atuar de forma eficiente. O que vai determinar a eficácia da empresa como um todo é a capacidade de conquistar e reter os clientes de mais valor, aumentando assim o tempo de vida ("life time value") deles para com a organização. O marketing faz justamente este "elo" entre os processos de venda e a fidelização do cliente, proporcionando uma efetiva Gestão de Clientes, o nível de maturidade mais alto que as empresas devem buscar tendo por base este enfoque.

 

LTV

 

Para que a empresa obtenha todos os benefícios do conceito de marketing, este deve ser traduzido em ações, significando que:

1. As atividades de Marketing devem ser completamente bem coordenadas com as atividades de Vendas e alinhadas com a empresa como um todo.
2. O Diretor de Marketing deve ter um papel de importância estratégica na empresa.

 

O pessoal de Marketing tem, de maneira geral, quatro objetivos básicos a atingir:

Maximizar as vendas de produtos nos mercados existentes.


Desenvolver e vender novos produtos.


Desenvolver novos mercados para os produtos existentes ou novos.


Proporcionar a qualidade de serviço necessária para os clientes ficarem satisfeitos com suas transações e continuarem comprando da empresa.

 

Se em sua empresa ainda não está claro o papel do marketing e o de vendas é porque ainda não houve um questionamento sério sobre qual é o melhor processo e onde há mais eficácia em atividades relacionadas com o relacionamento com o cliente e publicidade/propaganda. Questões sobre o que é visão estratégica do Marketing, no sentido de dar sustentabilidade ao Posicionamento de mercado da empresa e seu relacionamento com a comunicação, seja institucional, seja através de segmentações e campanhas dirigidas para públicos-alvo específicos devem ser respondidas. Se isto não está claro, sempre fica a questão a ser respondida sobre o papel do Marketing de Relacionamento e a Força de Vendas, por exemplo. Quanto a Força de Vendas, quatro perguntas básicas que podem definir o seu papel na empresa:

 

1.Qual é o grau necessário do esforço de Vendas para conquistar e manter os clientes?

2. Em comparação com a propaganda e outros métodos de promoção de vendas, a força de vendas é a melhor ferramenta de marketing, em termos de custo e benefício?

3. Em que tipos de atividades de vendas a Força de Vendas é a melhor alternativa?

Vamos criar um exemplo, imaginando um Vendedor e nos deparar com o seguinte cenário (um tanto caótico, desestruturado como normalmente se depara um profissional da área comercial):

->10%  das propostas tem retorno;  

->15%  ficam com a concorrência;

-> o resto fica sem decisão -

Devido a não haver uma visão;

Devido a não ter valor;

Devido a não ter chegado a alguém que decide.

 

O melhor produto não ganha, ganha o melhor vendedor!  (O Vendedor deve acreditar nesta premissa, senão não é Vendedor !).

Qual o tempo que você gasta para aprender a funcionalidade de seus produtos ou como são disponibilizados os serviços que a sua empresa vende?

Quanto tempo você acha que seus prospects tem para conhecer seus produtos?

Tire palavra solução do seu vocabulário!  Solução é o que estiver na visão do comprador, pois ele é quem deve perceber os benefícios em adquirir o que você está oferecendo.

Imagine um método que dê um controle confortável de condução do processo pelas partes, tanto a de quem compra quanto a de quem vende.

Se precisar existir um diferencial para a compra, o diferencial pode estar na venda, principalmente em fazer nossas vendas pessoalmente, diferentes das outras pessoas.

Imagine uma forma de transformar o ato de venda em facilitador da compra e o vendedor atende um comprador que já está muito interessado em comprar a sua oferta.

Se para a maioria das perguntas que estão acima houve um resposta vaga ou você não sabe responder é porque está faltando "marketing" para te ajudar!

O quadro a seguir mostra de uma forma bem resumida as principais diferenças entre o enfoque de marketing e o enfoque de vendas:

Conceito de Vendas

Conceito de Marketing

1.Ênfase no produto/serviço agregado.

1.Ênfase nos desejos de segmentos específicos de Clientes.

2. Primeiro a empresa produz o produto / serviço agregado e depois define como vendê-lo.

2. Primeiro a empresa identifica os segmentos significativos de clientes em nichos de mercado específicos e depois determina como produzir e oferecer um produto / serviço agregado que satisfaça as demandas de forma lucrativa para ambos.

3. A administrição é orientada para o volume de vendas.

3. A administração é orientada para o lucro (curto, médio e longo prazo).

4. Planejamento é de curto prazo, feito em termos de produtos / serviços agregados e mercados de hoje.

4. Planejamento é de longo prazo, feito em termos de produtos / serviços novos, mercados de hoje e amanhã e crescimento futuro, orientando o desenvolvimento de produto para criar um Valor que é percebido pelo cliente de forma a fidelizá-lo buscando obter uma renda recorrente.

5. Enfatiza as necessidades da empresa vendedora.

5. Enfatiza os desejos específicos de grupos significativos de eventuais compradores.

 

Outro erro comum é se contratar ferramentas de automação da força de vendas que incorporam os conceitos de Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM - Customer Relationship Management) sem ainda a empresa não ter uma visão clara de todos os processos integrados pela ótica do Marketing de Relacionamento. Não é de espantar, portanto, que o CRM, ou Gestão de Relacionamento com os Clientes, tenha criado uma grande expectativa e de certo modo frustrado muitas organizações. E isso acontece por várias razões:

 

1.Falta uma definição clara de quais são os segmentos-chave de clientes que se quer captar e reter, junto com uma clara definição do posicionamento competitivo desejado em cada segmento-alvo. Qualquer nova ferramenta de gestão pode ser sedutora, mas há algo especialmente cativante sobre softwares cuja promessa é fazer com que um problema desapareça. Isso é o que prometem muitos programas de CRM, sugerindo que automatizarão o delicado e por vezes misterioso processo de evitar clientes de margens baixas e atrair os de margens altas. A gestão bem-sucedida de relacionamento com os clientes é baseada na -e, portanto,  precedida da- boa e velha análise de segmentação.

 

2.Falta uma visão completa dos objetivos e passos-chave para uma estratégia completa de lealdade. Uma vez identificados os clientes que quero ter e reter, preciso formular uma estratégia clara de como fazê-lo.

 

3.Na falta de um esforço de segmentação e de uma clara estratégia de fidelização, as iniciativas acabam gerenciadas pelo lado tecnológico. Assim, muitas vezes os fornecedores de software determinam a abordagem ao gerenciamento de clientes da empresa. Ou, com a mesma freqüência, a estratégia de clientes é retroalimentada para alinhá-la à tecnologia de CRM recém-adquirida. Num passado não muito distante, a própria definição de CRM favorecia a abordagem puramente tecnológica.

 

4.Por vezes, implementa-se tecnologia de CRM sem antes criar uma organização voltada para os clientes. Se uma empresa quiser desenvolver relacionamentos melhores com seus clientes mais lucrativos, precisa primeiramente  reforçar os processos-chave relacionados com clientes, do serviço ao consumidor ao processamento de pedidos. Ter uma estratégia não é o bastante: uma implantação de CRM  será bem-sucedida somente depois que a organização e seus processos, descrição de funções, medidas de desempenho, sistemas de remuneração e programas de treinamento tiverem sido reestruturados para atender melhor às demandas dos clientes.

 

Assim, antes devemos ter uma definição clara de todas as informações que devemos buscar sobre os nossos clientes e também de todas as atividades necessárias dentro da organização para se chegar em um ponto onde poderemos realmente ter implantada a visão de Gestão de Clientes a partir da ótica do cliente (externa) para dentro da organização.

 

Para ter um Ciclo Contínuo de Vendas é necessário a empresa desenvolver ações e atividades conforme o quadro a seguir (cujos elementos são discutidos em detalhes nos posts específicos no Blog do GrupoTreinar -> www.grupotreinar.com.br/blog ):

 CicloVendas

 

 

Governança em Segurança da Informação

 

Governança em SI

 

Os investimentos em Segurança da Informação já estão na lista de prioridades dos CIOs de grandes corporações há tempos, todavia esta preocupação já começa a ser questionada do ponto de vista estratégico, notadamente sob a ótica do gerenciamento de risco. Organizar a TI para crescer de forma sustentável é um objetivo comum das organizações, no entanto ao dar os primeiros passos as questões de governança da sua segurança se tornam cada vez mais prioritárias, tornando cada vez mais claro que há um GAP entre o que existe hoje de real na maioria delas e a distância que tais empresas ainda precisam percorrer para sua governança sob os aspectos e enfoques de um sistema efetivo de gestão da segurança da informação - SGSI com a Gestão de Riscos.  Enquanto a Gestão da Segurança da Informação atende as demandas pontuais (visão de curto prazo ou operacional) para garantir confidencialidade, integridade e disponibilidade dos ativos, a Governança da Segurança da Informação alinha as ações de Governança aos objetivos estratégicos da organização, o que permite a área de Segurança da  Informação  venha agregar  valor  ao  negócio  e esteja apta para atender não somente as demandas atuais mais também as futuras.  

 

Nesse contexto fica evidente que governar a Segurança da Informação é uma tarefa complexa, que exige o apoio da alta direção e que é mais facilmente atendida quanto maior for o nível de maturidade do processo de gestão da segurança da informação.

 

Esta visão deve partir desde a criação de plano formal de negócios e preparar a organização para eventuais incertezas, desenvolver um modelo de governança compatível com o futuro planejado, que permite identificar e gerir os riscos associados ao negócio, levando-se em conta  que na avaliação dos riscos potenciais não passará despercebido os temas ligados a ações de hackers e vírus, eventuais perda de informações dos clientes, indisponibilidade operacional, falha de conduta e falta ética de parceiros e colaboradores, roubo de propriedade intelectual, espionagem, vazamento de informações e até fraude.

Neste esforço, a experiência nos diz que ainda há uma enorme dificuldade em demonstrar para a alta direção das organizações, o valor real da Segurança da Informação e o retorno do investimento necessário nessa área quando ainda não ocorreu um incidente grave de segurança. O mesmo se passa frequentemente na implementação de um sistema de gestão de continuidade de negócio, por exemplo.

Para os dirigentes de uma organização o número de vulnerabilidades corrigidas em determinada aplicação ou a quantidade de ataques sofridos no último mês não são informações relevantes se não forem relacionadas com as principais interrupções nos principais processos de negócio, ou prejuízos de ordem financeira.  Daí a importância em direcionar as ações e o planejamento da gestão de maneira que "falem a mesma língua" da direção do negócio.

Esta capacitação que propomos - Curso Governança em Segurança da Informação - habilita o participante a ampliar o conhecimento sobre a Governança da Segurança da Informação, sua importância estratégica e descreve detalhadamente os seus principais componentes. Por outro lado, dá subsídios para que a Governança Corporativa possa interagir e controlar a Governança de TI nos seus aspectos relativos 'a segurança da informação permitindo que a organização estabeleça seus objetivos,  determine os meios necessários para alcançá-los e monitore seu desempenho com elementos garantidores suportados por um SGSI.

Sempre é bom lembrar que a visão integrada da segurança da informação e as novas quatro "ondas" (mobilidade, social network, cloud e Big data) que estão se "quebrando" sobre as empresas e a própria indústria de TI vão provocar uma descontinuidade na maneira de como se adquire e usa tecnologia garantindo a confiabilidade, disponibilidade e integridade das informações que a partir desta nova visão será distribuída e gerenciada por toda a cadeia produtiva, indo desde a indústria até o ponto de venda. Mas para "surfar estas ondas" de forma segura temos que ir além das tecnologias que as suportam, e para isso precisamos dar muita atenção à preparação, contratação e reciclagem dos profissionais de TI, processos e todos os componentes envolvidos com a segurança de forma ampla e de todo risco relacionado.

 

Este conteúdo aborda várias metodologias,  modelos de boas práticas, frameworks e normas ISO, partindo-se de um tópico muito comum da administração baseado na ferramenta da qualidade, o enfoque PDCA. Esta ferramenta visa garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência dos negócios e, embora simples, representa um avanço sem limite para o planejamento eficaz e também é a base do planejamento para a Governança com foco na segurança da informação.

Este ciclo é necessário para que todas as experiências sejam constantemente revisadas, para que os ajustes sejam realizados e para que o aprendizado com os erros seja possível. Desta forma é possível sempre identificar necessidades de melhoria, principalmente nas áreas suportadas por processos de apoio onde os recursos em todos os sentidos são mais escassos, devendo dessa forma alcançar a melhor produtividade possível nos processos implantados.

Diversos fatores influenciam a implantação de uma Governança de Segurança da Informação, começando pela nomenclatura, dialetoum tanto estranho à realidade dos principais executivos das empresas. O Perfil do profissional gestor de TI é outro fator que é decisivo para o sucesso de um projeto desse nível. Além das habilidades técnicas, tornam-se necessárias outras características, como um perfil de negociador e de liderança transformacional independente da hierarquia que ocupa. O gestor deve buscar obter alinhamento estratégico da segurança da informação. A organização precisa, por exemplo, desenvolver e divulgar de forma conjunta com a Governança em geral uma politica de segurança da informação de acordo com um plano de continuidade de negócio, se possível.

Já no que diz  respeito  a  gestão  de riscos   as   diretrizes gerais devem focar em uma   análise sistemática e avaliação dos riscos, identificar, monitorar e reportar incidentes de segurança, estimar e reduzir a probabilidade e o impacto dos riscos.

 

A Governança em Segurança da informação deve ter como diretrizes mestras o Alinhamento Estratégico, a Gestão de Riscos, Gestão de Infraestrutura (incluindo todos os recursos de forma eficaz), Gestão de Indicadores de Desempenho de Segurança da Informação e principalmente estar alinhada a entrega de Valor do negócio como um todo.

 

 

Sobre a gestão de desempenho através de indicadores é bom frisar que não basta criar e implementar controles, é preciso checar a eficácia dos mesmos. Exemplos de metas para monitorar esse objetivo: número de incidentes e quantidade de sistemas que não atendem aos requisitos de segurança.

 

Minimizar o impacto de incidentes e reduzir a probabilidade de interrupção dos serviços são exemplos de metas que podem ser utilizadas para verificar se a organização está alcançando  seu  objetivo principal,  a  entrega  de valor.

 

 

O homem cadente

 

 

 

 

Mia Couto Moçambique

 

 

 

Quando me vieram chamar, nem acreditei:

 - É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

 E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a

pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas

graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

 Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado

na calçada. Que sucedera para se suicidar, desabismado? Que tropeção derrubara a sua

vida? Podia ser tudo: os tempos de hoje são lixívia, descolorindo os encantos.

 Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar:

olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava,

pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes

de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos

céus.

 Atirara-se quando? Já na noite anterior, mas o povo só notara no sequente dia.

Amontara-se logo a mundidão e, num fósforo, se fabricaram explicações,

epistemologias. Que aquilo provinha de ele ter existência limpa: lhe dava a requerida

leveza. Fosse um político e, com o peso da consciência, desfechava logo de focinho.Outros se opunham: naquele estado de pelicano, o cidadão fugia era de suas dívidas.

Ninguém cobra no ar.

 Houve até versão dedicadamente cristã. Um mirone, longilongo, vestido como se

coubesse numa só manga, bradejou apontando o firmamento:

 - Aquilo, meus senhores, é o novo Cristo.

 E o magricela prosseguiu, em berros: Cristo nos escancarou as portas de quê? Do

céu, caros confrades. Do céu. Pois agora, o supramencionado Zuzé nos mostrava o

caminho celestial. E fazia-o sem ter que morrer, o que era uma reconhecida vantagem.

 - Aquilo, meus senhores, é o Cristo descrucificado.

 Mandaram que calasse. Outros, mais práticos, se ocupavam com o que se iria

seguir. E vaticinavam um fim, enfim:

 - O tipo vai demorar assim, uma infinidade de dias.

 - Vai é morrer de sede e fome.

 Se nem na terra se comia nas vigentes condições, quanto menos nas nuvens. A mim

me abalava era a urgência de meter mãos na obra. Alguém devia fazer a certeira coisa. E

gritei, entre os zunzuns:

 - Chamaram os bombeiros?

 Sim, mas estavam em greve. Estivessem no ativo faria pouca diferença: eles não

tinham carros, nem escada, nem vontade. Eram, na verdade, bombeiros bastante

involuntários.

 Fazia-se tarde, as pessoas reentravam. Ficaram uns quantos, escassos e silenciosos.

Voltei a olhar o céu.

 - A chover assim, o tipo vai ensopar, ganhar peso e desandar por aí abaixo.

 Os deuses tivessem ouvidos. Parou de chover. E os dias seguintes prosseguiam

como se o próprio ar tivesse parado. O voo de Zuzé já era um atrativo da cidade.

 Negócios vários se instalaram. Turistas adquiriam bilhetes, cicerones do fantástico

explicavam versões inéditas de como Zuzé nascera com penas no sovaco e descendia de

uma família de secretos voadores. O fulano era o congênito destrapezista. O próprio tio

alugava um megafone para que enviassem mensagens e votos de boas bênçãos. Até eu

paguei para falar com o meu velho amigo. Quando, porém, me vi com o megafone não

soube o que dizer. E devolvi o instrumento.

 De fato, vieram as autoridades devidas, por via do chefe máximo das forças policiais

se fizeram ouvir por devido altifalante:

 - Desça em nome da lei! O político por trás lhe segredava as deixas. As massas, os eleitores, ansiavam por

um desempenho.

 - Continue a dar ordens. Continue, mais firme! - incitava o político. O porta-voz

obedecia, estridenteando:

 - O seu comportamento, caro concidadão, é verdadeiramente antidemocrático.

 Contra os direitos humanos, bichanava o político. Contra a imagem de estabilidade

de que a nação carecia, ainda acrescentou o falante. Os doadores internacionais se

espantariam com o desacontecimento. Mas Zuzé nem água ia nem água vinha. Sorria,

em trejeito malandro.

 E, agora, pronto: ponho ponto. Nem me alongo para não esticar engano. Pois tudo o

que vos contei, o voo de Zuzé e a multidão cá em baixo, tudo isso de um sonho se

tratou. Suspirados fiquemos, de alívio. A realidade é mais rasteira, feita de peso e de pés

na terra.

 Mas eu, no dia seguinte, não estava certo do meu sossego. E fui ao local para me

certificar de quanto eu devaneara. Encontrei tudo arrumado no regime da cidade. Lá

estava o céu, vazio de humanos voadores.

 Só o competente azul, a evasiva nuvem. E os pássaros mais sua avegação. E

mais a praça, bem terrestre, desumanamente humana. Tudo sem notícia, tudo pouco

sonhável.

 De repente, vi a moça. A mesma do sonho. Ela, sem tirar nem opor. E, para mais,

continuava olhando os céus. Me cheguei e ela, sem deixar de olhar para o firmamento,

sussurrou:

 - Já não o vejo. E o senhor?

 - Eu, o quê?

 - O senhor consegue ver Zuzé?

 Menti que sim. Afinal, mais valia um pássaro. Mesmo de fingir. Deixássemos Zuzé

voar, ele já não tinha onde tombar. Neste mundo, não há pouso para aves dessas. Onde

ele anda, é outro céu.

Autor:Mia Couto

Fonte: http://www.visionvox.com.br/biblioteca/c/COUTO,-Mia-O-Fio-das-missangas.pdf

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