<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:rssdatehelper="urn:rssdatehelper"><channel><title>blog for tag dividapublica</title><link>http://grupotreinar.com.br</link><pubDate></pubDate><generator>grupotreinar</generator><description>Blog do GrupoTreinar</description><language>en</language><item><title>Panorama de aplicações de recursos no Brasil nos últimos 30 anos</title><link>http://grupotreinar.com.br/blog/2026/3/5/panorama-de-aplicações-de-recursos-no-brasil-nos-últimos-30-anos.aspx</link><pubDate>Thu, 05 Mar 2026 13:12:38 GMT</pubDate><guid>http://grupotreinar.com.br/blog/2026/3/5/panorama-de-aplicações-de-recursos-no-brasil-nos-últimos-30-anos.aspx</guid><description><![CDATA[ 
<p style="text-align: justify;"><img src="/media/1278326/capa_artigo_or_amento_brasil.jpg" alt="Capa Artigo Orçamento Brasil"/></p>

<p style="text-align: justify;">Em tempos de eleição uma pergunta
surge:&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;"><strong>O quanto sabemos sobre o
Orçamento Federal do Brasil?</strong></p>

<p style="text-align: justify;">Além de não saber responder esta
pergunta de forma direta, não consegui localizar uma resposta
objetiva, através de pesquisas já efetuadas, o percentual ou a
parcela da população que tem conhecimento sobre o tema e, portanto,
está mais preparada para opinar através do voto sobre a seguinte
questão:</p>

<p style="text-align: justify;"><strong>Dentre os candidatos ou
partidos políticos qual será a melhor proposta de governo sobre
este tema tão importante?</strong></p>

<p style="text-align: justify;">O que localizei de mais
próximo:</p>

<p style="text-align: justify;">Há três tipos de levantamentos que
tangenciam esse tema, mas não respondem exatamente à sua
pergunta:</p>

<ul style="text-align: justify;">
<li>Pesquisas sobre&nbsp;educação financeira&nbsp;e noções de
finanças pessoais, que mostram baixo nível de formação básica em
temas econômicos entre os brasileiros, o que sugere, indiretamente,
pouco repertório para compreender orçamento público.</li>

<li>Pesquisas de&nbsp;opinião sobre gasto público&nbsp;(por
exemplo, percepção de que o governo gasta demais, mal, ou acima do
que arrecada), que captam juízos de valor e nível de preocupação,
mas não testam conhecimento factual sobre o orçamento federal
(itens de despesa, regras, limites etc.).</li>

<li>Levantamentos oficiais como a&nbsp;POF - Pesquisa de Orçamentos
Familiares (IBGE), que estudam o orçamento das famílias, e não o
conhecimento delas sobre o orçamento do governo.​​</li>
</ul>

<p style="text-align: justify;">Em ano eleitoral, esse diagnóstico
é especialmente relevante porque expõe os limites reais de qualquer
promessa de campanha. Com mais de <strong>90% das despesas
primárias comprometidas com gastos obrigatórios</strong>,
candidatos a cargos executivos e legislativos dispõem de uma margem
de manobra muito estreita para propor novas políticas sem mexer nas
regras estruturais do orçamento. Ao mesmo tempo, <strong>o
relatório a seguir evidencia o crescente poder do Congresso
Nacional via emendas parlamentares - que já representam até 27% das
despesas discricionárias -, tornando o Legislativo um ator central
na definição de onde o dinheiro público efetivamente
chega.</strong> Compreender essa arquitetura orçamentária é,
portanto, condição essencial para avaliar com responsabilidade as
propostas que serão apresentadas ao longo de 2026.</p>

<p style="text-align: justify;">Nas últimas três décadas, o
orçamento federal brasileiro tornou-se cada vez mais rígido e
concentrado em gastos obrigatórios. <strong>Previdência Social e
Assistência Social juntas consomem entre 40% e 45% de todo o
orçamento, enquanto os juros e amortizações da dívida pública
respondem por outros 42% do orçamento executado em 2025</strong> -
valor que supera, isoladamente, tudo o que o país gasta com saúde e
educação combinados. Esse modelo deixa uma margem mínima para
investimentos e políticas discricionárias, comprimindo a capacidade
do Estado de agir fora do que já está constitucionalmente
determinado.</p>

<p style="text-align: justify;">Deste modo criei um artigo onde
mostro que, nas últimas três décadas, o orçamento federal
brasileiro tornou‑se crescentemente voltado a gastos obrigatórios,
com forte peso de previdência, assistência social e serviço da
dívida, o que reduz o espaço para investimentos e políticas
discricionárias.</p>

<p style="text-align: justify;">Ao longo de 1995-2023, o gasto
público cresceu em proporção do PIB, alinhando‑se à chamada Lei de
Wagner, com aumento contínuo da participação do Estado na economia.
A despesa federal se organizou em três grandes blocos:
<strong>despesas obrigatórias</strong>(previdência, funcionalismo,
benefícios sociais), <strong>despesas
discricionárias</strong>(investimentos e custeio) e
<strong>despesas financeiras</strong>(juros e amortização da
dívida). Nas décadas mais recentes, prevaleceu a expansão dos
gastos obrigatórios e financeiros, enquanto o <strong>espaço
relativo de investimentos e custeio discricionário se
estreitou</strong>.</p>

<p style="text-align: justify;">Em termos funcionais, o orçamento
passou a ser dominado por quatro grandes grupos: proteção
social(previdência e assistência), saúde, educação e serviços
públicos gerais(que incluem juros da dívida). <strong>O gasto
social e previdenciário cresceu de forma estrutural, impulsionado
pelo envelhecimento populacional e pela ampliação de programas de
transferência de renda, como Bolsa Família e Auxílio Emergencial.
Paralelamente, despesas com serviços públicos gerais, especialmente
juros da dívida, consolidaram‑se como uma das maiores rubricas do
orçamento federal.</strong></p>

<p style="text-align: justify;"><span
style="text-decoration: underline;">&nbsp;</span></p>

<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<a
href="/media/1278333/as_aplica__es_de_recursos_no_brasil.compressed.pdf">
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<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>
]]></description></item></channel></rss>
